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Mariana Aydar      


"Aos 5 anos, Mariana Aydar cantava sem parar no banco de trás do carro que a levava para escola. Filha do músico Mário Manga (Premê) e da produtora cultural Bia Aydar, que trabalhou com Luiz Gonzaga e Lulu Santos entre outros, a paulistana estava fadada a fazer da música sua vida. “Sempre gostei de cantar e também tive aulas de violoncelo e violão, mas só aos 20 anos assumi de vez o canto”, disse em entrevista por telefone. Até chegar ao seu primeiro disco-solo, o recente Kavita 1 (Universal, 2006), Mariana cantou forró na banda Caruá, foi vocalista do grupo de Miltinho Edilberto e do trio elétrico de Daniela Mercury, apresentou-se ao lado de Chico César e Virgina Rosa e, de uma hora para outra, fugiu para a França.“Isso foi em 2004. A intenção era ficar sozinha e procurar mais informações culturais, mas aconteceu aquele clichê, fiquei com muitas saudades do Brasil e descobri o óbvio: vi que gostava mesmo era de samba e que estava rolando muita coisa no Brasil”, explicou bem-humorada ao relembrar da época em que conheceu Seu Jorge e Danilo Moraes, entre outros brasileiros exilados momentaneamente em Paris. A vontade de participar deste agitado não-movimento que revelou nos últimos anos cantoras extremamente talentosas como Roberta Sá, Giana Viscardi, Rita Maria e Céu fez com que Mariana arrumasse as malas e carimbasse um vistoso “Samba” em seu passaporte de volta.Produzido pelos experientes BiD (ex-Funk Como Le Gusta, produtor de Afrociberdelia do Chico Science & Nação Zumbi e autor do disco Bambas e biritas) e Duani (ex-Forroçacana), o disco colocou Mariana Aydar em um confortável terreno entre o passado e o futuro. “Queria trabalhar todas as minhas influências no disco e ligar sonoridades contemporâneas a gêneros e ritmos que estão na raiz da música brasileira”, diz Mariana.Surgem assim os sambas fortes “Minha missão” (João Nogueira e Paulo Cesar Pinheiro), “Maior é Deus” (Eduardo Gudin e Paulo Cesar Pinheiro) e “Zé do Caroço” (Leci Brandão) entre composições recentes como “Deixa o verão” (Rodrigo Amarante), “Na gangorra” (Giana Viscardi e Michael Ruzitschka) e “Prainha” (Chico César), e ainda “Menino das laranjas” (Théo de Barros), “Vento no canavial” (João Donato e Lysias Ênio) e “Candomblé” (Edmundo Souto, Danilo Caymmi e Paulo Antônio). O disco traz as participações dos bambas Arlindo Cruz, Leci Brandão, Papete, Donatinho, Gustavo Ruiz (Dona Zica), Chico César, Renato Anesi, Barbatuques, Sizão Machado, João Donato, Tiquinho (Funk Como Le Gusta), Mario Caldato Jr. e Dominguinhos. “O disco vai se formando por si só e no final acabou ficando com a minha cara”, diz e ri mais uma vez. Detalhe importante: 'Kavita' significa poeta em sânscrito."Fonte: www.gafieiras.com.br
   
             





 
     
   
Notas

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Revista Música no Brasil 2005