Newsletter
   
   
Rita Maria      


"Minha história começa em casa, com inúmeras fitas gravadas por meus pais, onde pode-se ouvir minha voz infantil entoando cantigas de roda, hino nacional, canções dos secos & molhados, e por aí a fora. Começa comigo tocando uma flauta doce insuportável aos ouvidos familiares, a ponto de minha mãe precisar me ensinar as posições, para seu parcial alívio. Começa com o "bife", nos pianos das casas das minhas avós, depois do ré mi fá, atirei o pau no gato, enfim, como toda criança comum.Não poderia ser diferente, música em casa desde pequena, e um interesse a mais. Com 14 anos entrei num coral, na escola onde estudei. E o canto foi ficando mais forte, a voz abria feito não sei o que. Meus primos não me aguentavam mais nos karaokes de casa, era monopólio total... Fora os inúmeros shows particulares que fiz para minhas irmãs, cantando sempre a linha de soprano das músicas do coral - basicamente insuportáveis.Entrei na faculdade. Aí sim, rodas de violão intermináveis na ECA (escola de comunicação e arte da USP), contato com pessoas que tocavam, faziam bares, tinham bandas, a vontade foi crescendo, queria mais que uma roda de violão.Em casa comecei a compor. Um pouco disso foi culpa do meu padrinho. Aos 13 anos, tive um pequeno livro de poesias publicado por ele - escrevia muito, já naquela época. E ele nem lembra, mas um dia me disse: seus poemas são muito musicais, podem virar música facilmente. Aquilo ficou na minha cabeça. "facilmente, facilmente..."Já com algumas músicas prórpias entrei para minha primeira banda - Azeite. A banda mais ensaiou do que tudo, mas foi ótimo, conviver com outros músicos, fazer música própria. basicamente a gente tocava as músicas do Adalberto Rabello (hoje no Numismata) e algumas minhas, que começaram tímidas, mas logo foram acontecendo. O Adalberto foi um grande incentivador musical, também bastante intuitivo, ele tem uma criatividade tão tansbordante, que me contaminou. Fazia muita música, com uma velocidade absurda. Entendi um pouco mais do processo de compor. e as letras sempre vinham antes. Depois veio a FAU (faculdade de arquitetura e urbanismo da USP). E os happy-hous de sexta-feira, uma coisa inexplicável. Muita gente tocando, mpb, música pop, rock 'n roll, era na veia, sem ensaio, chegar e cantar, qualquer tom, plenos pulmões. Essa foi minha mais intensa experiência de palco. Na FAU, outras bandas aconteceram. Primeiro foi uma precursora do forró universitário de hoje, uma banda que fazia um som dançante delicioso, agitava festas, tocava forró, djavan, chico buarque, steve wonder, eric clapton , tim maia e o que mais coubesse para dançar e se acabar.E depois vieram os Quarks. Os Quarks eram amigos da ECA, que me resgataram de lá da FAU, para fazer música própria. OBA!! A banda tocou bastante, até abriu um show para o Mestre Ambrósio na FAU. Tocou no Blen Blen, na Feira da Vila, na Veterinária, na ECA... até que acabou e deu lugar a outra banda - essa a mais legítima expressão dos happy-hours. As Funcionária e os Auxiliares surgiram com o intuito de fazer um som dançante e próprio, reunindo todas as pessoas que haviam tocado nos happy-hours. A tournée "CABID'EMPREGO" foi muito bem sucedida, e rendeu à banda um público fiel que até hoje clama seu retorno. É bem provável!!Então saí da FAU, com a música pulsando em todas as minhas veias, decidida a estudar mais e mais, e me dedicar definitivamente ao ofício. Ingressei no Coralusp, onde canto até hoje no grupo de Tiago Pinheiro, e vi as portas abrirem, uma a uma - do estudo e da profissão. retomei as aulas de piano, aulas de canto com pessoas incríveis, percussão corporal com o Barba(tuque), improvisação vocal, percepção, regência... Fui chamada a dar aulas de canto em escolas, e montei um Trio de MPB, o TRIO GARATUJA, que deu origem ao meu trabalho atual. O Trio Garatuja tocou bastante em SP, fez projetos de prefeitura, bares de MPB, eventos, teatros. Até chegar a hora precisa de dar lugar a um trabalho mais autoral, afinal, música própria não era problema, repertório sobrava. E assim surgiu o Fora de Órbita. Nesse ínteim tive tempo de estudar canto lírico na Escola Municpal de Música, cantar na ópera "A Flauta Mágica", de W. A. Mozart, montar um grupo vocal feminino, montar um espetáculo musical sobre Chico Buarque. dar aulas de canto, reger oficinas de coral no Coralusp, reger um coral na Casa das Rosas, compor, cantar em palestras, gravar CD, enfim... Sem parar."
   
             
Site oficial: www.ritamaria.com.br
E-mail: brazilbizz@brazilbizz.com.br
Telefone: 55 (11) 3864-6633


 
     
   
Notas

CDs MB     CDs MI     CDs infantis      Livros
Revista Música no Brasil 2005